Digitalização de processos reflete em menos consumo de insumos e reforça metas ESG no setor têxtil

A digitalização tem sido uma das principais respostas da indústria da moda aos desafios de eficiência e sustentabilidade. Soluções tecnológicas aplicadas na cadeia produtiva, de ponta a ponta, têm permitido reduzir desperdícios e ampliar o controle sobre o uso de insumos, integrando um movimento que coloca o setor em sintonia com um cenário orientado pelo consumo consciente.

Um exemplo vem da Raffer, referência em ternos de alta costura, que automatizou seus processos com as tecnologias ICF e  Cutplan desenvolvidas pela Audaces, multinacional ítalo-brasileira especializada no desenvolvimento de soluções para a indústria da moda. A adoção dos sistemas resultou em até 10% de redução no consumo de tecido. Além disso, o uso do ICF possibilitou uma redução de 50% no consumo de papel e plástico na fase de modelagem e preparação do corte, materiais que tradicionalmente compõem um volume significativo de resíduos no setor.

“A automação trouxe não apenas ganhos de produtividade, mas também de gestão de insumos. Nosso compromisso é garantir a destinação correta de todos os resíduos gerados, incluindo papel, plástico, retalhos, óleo e metal”, destaca Eliane Salmória, gerente de engenharia de produto da Raffer.

Com a automação, os indicadores da marca são monitorados em tempo real, permitindo ajustes imediatos e maior controle operacional. O resultado é uma produção mais ágil, precisa e ambientalmente responsável.

A Raffer também adota práticas complementares de gestão ambiental e social. Por exemplo, retalhos de tecidos são doados a instituições locais, a madeira utilizada é proveniente de reflorestamento próprio 100% sustentável, e há destinação correta de resíduos como óleo e metal. O parque fabril conta com sala de corte totalmente automatizada com tecnologia Audaces, passadoria equipada com máquinas italianas e costura composta por 90% de tecnologia alemã. Atualmente, a Raffer atua em todos os estados brasileiros, com 1.800 pontos de venda multimarcas, unindo a tradição da alfaiataria à força da produção industrial.

O avanço da moda, atualmente, passa necessariamente pelo desenvolvimento de ferramentas que unam eficiência produtiva e responsabilidade socioambiental. “A tecnologia deve atuar como catalisadora de mudanças positivas, ajudando confecções a reduzir desperdícios, otimizar recursos e fortalecer práticas de sustentabilidade em toda a cadeia têxtil”, avalia o diretor de Produto