A trajetória da Vale começa antes do seu nascimento oficial e há quem afirme que a ferrovia faz parte desde esse tempo dos princípios, pois na história da Estrada de Ferro Vitória a Minas está presente locomotiva fabricada no ano de 1904.
Como Companhia Vale do Rio Doce, a Vale surgiu em 1º de junho de 1942, para a exploração das minas de ferro na região de Itabira (MG). Em 2009, sua marca e nome passaram a ser apenas Vale, nome pelo qual sempre foi conhecida nas bolsas de valores.
Desde o primeiro minério extraído em Itabira, passou a atuar em logística (com ferrovias, portos e terminais), atividade em que é a maior do País, sendo a detentora de cerca de 2.000 km de malha ferroviária e proprietária de nove terminais portuários. Opera em 14 estados brasileiros e vem, também, conquistando mercados a ponto de marcar presença em mais de 20 países, nos cinco continente. A essas atividades, soma realizações nos setores de energia e siderurgia.
Os rankings posicionam a Vale como uma mineradora multinacional brasileira e uma das maiores operadoras de logística do País; uma das maiores empresas de mineração do mundo e também a maior produtora de minério de ferro, de pelotas (posição assumida em 1974 e mantida ainda hoje) e de níquel, além de se destacar na produção de cobre, cobalto e outros metais preciosos.
O título de maior detentora de reservas de minério de ferro do mundo tem relação direta com as jazidas de Carajás, descobertas pela Companhia Meridional de Mineração, subsidiaria da United States Steel (USSteel), em fins da década de 1960, que, em uma primeira avaliação, conferiram à mineradora cerca de 36 bilhões de toneladas de minério de ferro de alto teor. Da negociação entre a USSteel e a Companhia Vale do Rio Doce surgiu a Amazônia Mineração, com participação meio a meio de ambas as empresas (a qual passou a deter os direitos de pesquisa e posteriormente de lavra).
Nascida como estatal, a Vale foi privatizada no dia 6 de maio de 1997 e se tornou uma empresa privada, de capital aberto, com sede no Rio de Janeiro, ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (B3), na Bolsa de Valores de Madrid (LATIBEX) e na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE), integrando o Dow Jones Sector Titans Composite Index; e esteve listada na Bolsa de Valores de Hong Kong de 2010 até julho de 2016.
Depois de privatizada, algumas aquisições no mercado brasileiro contribuíram para asfaltar a estrada do crescimento. Entre elas estão Samitri, Socoimex, Ferteco, Caemi (Minerações Brasileiras Reunidas – MBR), desconsiderando aqui diversas associações e aquisições que já foram negociadas e vendidas.
Em 24 de outubro de 2006, a Vale anunciou a incorporação da canadense Inco, a maior mineradora de níquel do mundo. A negociação foi efetivada no decorrer de 2007 e, a partir de então, o novo conglomerado tornou-se a 31ª maior empresa do mundo, atingindo um valor de mercado de R$ 298 bilhões, à frente da IBM. Em 2008 seu valor de mercado foi estimado em US$ 196 bilhões pela consultoria Economática, perdendo no Brasil apenas para a Petrobras (287 bilhões de dólares), estando entre as dez maiores empresas da América Latina. Em 2008, a empresa chegou a ser a 33° maior do mundo (de acordo com o Financial Times de 2008) e a maior do Brasil em volume de exportações.
No setor de energia elétrica, participa em consórcios e atualmente opera nove usinas hidrelétricas, no Brasil, no Canadá e na Indonésia. Nesse setor, também é uma grande consumidora. Apenas nas operações realizadas em território brasileiro, consome cerca de 5% de toda a energia produzida no Brasil.
Naturalmente, uma história de sucesso e de grandiosidade também envolve problemas, dificuldades, desastres e percalços diversos, mas a experiência e a busca de aprendizado permanente contribuem para a solução, a superação e a correção de rumo.
