Também leva em conta minerais críticos necessários à redução das emissões de carbono e ao processo de transição energética
A comemoração dos 40 anos da EFC foi marcada pelo lançamento do Programa Novo Carajás por parte da Vale. Nele estão reunidos projetos e iniciativas voltados à retomada e à manutenção dos volumes de minério de ferro de alta qualidade e à expansão da produção em cobre.
Desse modo, o programa impulsionará o beneficiamento de minério de ferro de alta qualidade, fundamental para a produção de aço verde, e de cobre, que tem papel central para a transição energética. É meta da mineradora contribuir efetivamente com fornecimentos para a crescente demanda global por minerais críticos necessários à redução das emissões de carbono e ao processo de transição energética.
Como explica Gildiney Sales, diretor do Corredor Norte da Vale, “o material de maior qualidade, com maior teor de ferro de Carajás, aumenta a eficiência do alto-forno das siderúrgicas, o que ajuda em rotas de produção de aço com menor emissão de carbono. A empresa tem como meta reduzir em 15% as emissões em sua cadeia produtiva na siderurgia até 2035”.
Para cumprir as metas recém anunciadas, a Vale anunciou investimentos de R$ 70 bilhões em cinco anos (2025-2030), em linha com as projeções de produção e de investimento já divulgadas ao mercado e atualmente em vigor, ou seja, esses valores estão alinhados ao planejamento estratégico da empresa e, com eles, a companhia reforça seu compromisso com a mineração sustentável e busca contribuir para o protagonismo do Brasil na transição energética mundial.
Como informado pela Vale, na ocasião das comemorações, a previsão é que a produção de minério de ferro em Carajás “chegue a um ritmo de 200 milhões de toneladas por ano (Mtpa) em 2030, a partir do adicional de 20 Mt com a expansão da mina de Serra Sul (S11D) e a reposição da exaustão das minas atuais. No caso do cobre, o crescimento esperado é de 32%, elevando a produção na região para cerca de 350 mil toneladas (Kt). Com isso, o programa terá uma contribuição relevante no PIB do Pará, na ordem de R$80 a 100bi/ano. A produção futura, nas bases atuais, permitirá aumento de R$ 15 bi nas exportações do Estado.”
Mineração sustentável
O Projeto Novo Carajás intensifica a atenção que a Vale dedica às ações relacionadas à transição energética e à descarbonização, desde a produção do minério de ferro de alta qualidade, que aumenta a eficiência do alto-forno e reduz emissões das usinas siderúrgicas, passando pela oferta de níquel e cobre, essenciais para a produção de carros elétricos, até o desenvolvimento de produtos inovadores como o briquete, que diminui em até 10% as emissões na siderurgia.
A companhia também tem investido na mineração circular, como é o caso do projeto Gelado, em Carajás. Até 2030, a Vale prevê que 10% de sua produção total de minério de ferro seja composta por produtos de mineração circular. O Gelado, com uma produção de 6 Mtpa resultante do reaproveitamento de rejeito, terá um papel fundamental nessa meta, em direção a uma mineração sem rejeitos e produtos com baixa pegada de carbono.
Gustavo Pimenta, presidente da Vale, reforça que “Carajás é um caso de sucesso de parceria entre público e privado, voltada para a proteção da floresta onde produzimos, com processos de mineração a seco e tecnologias inovadoras, cerca de 60% do minério que o Brasil exporta. Ele traz ganhos para o nosso País e para a Vale.”
Para o Brasil, detalha Pimenta, os benefícios compreendem “nos posicionar na liderança global no fornecimento de minerais críticos e reforçar seu protagonismo no combate às mudanças climáticas”. Já para a mineradora, garante o presidente da mineradora, os resultados decorrem da ampliação de “uma frente de negócio que gera valor e alavanca oportunidades estratégicas de mercado para a companhia em uma economia baseada na indústria de baixa emissão de carbono.”
