Em minas subterrâneas, a ventilação ou a exaustão de ar são” imprescindíveis para as atividades no subsolo e no interior de túneis para evitar riscos à saúde e até fatalidades em casos de alta exposição a gases, poluentes, poeiras e temperatura acima dos limites”, alerta Eduardo Nevares de Carvalho, diretor de Produto e Aplicação da Somax Ambiental & Acústica, agregando a necessidade de atenção especial também ao tratamento de ruído.
Neste segundo caso, Carvalho explica que, “tanto para a saúde e conforto dos profissionais que exercem atividades nas minas, subterrâneas ou não, a manutenção de um nível de ruído dentro dos padrões definidos pela legislação trabalhista é fundamental. E por outro lado, a manutenção de níveis de ruído ao redor das bases de operação das empresas mineradoras também é exigida, tanto pelo zoneamento em função da ocupação humana no entorno da planta, como também pelas exigências ambientais para regiões de lavra em áreas de preservação ou com ecossistemas delicados próximos.”
Empresa especializada em fornecer para a indústria de mineração ventiladores e exaustores, centrífugos e axiais, além de equipamentos para controle de ruído tais como atenuadores de ruídos, enclausuramentos acústicos, revestimentos acústicos, portas acústicas e outros, a Somax tem na extração de ouro e cobre, em especial em minhas subterrâneas, as atividades minerárias que mais utilizam suas soluções, afinal, “tanto a renovação do ar como o ruído dentro das galerias têm que ser extremamente controlados para permitir o trabalho nesses locais que ficariam insalubres ou até mesmo inabitáveis sem o controle de ruído e a renovação de ar ou diluição de gases, poeiras e poluentes.”
No entanto, como reforça Carvalho, “mesmo em minas com lavras na superfície, a céu aberto, precisam eventualmente de ventiladores para transporte pneumático, controle de poluição, captação de poeira e filtragem ou para resfriamento de algum processo e também, como já dito acima, o ruído gerado por máquinas, explosões, processos de moagem ou centrais de geração de energia precisa ser submetido a tratamento acústico para manter os níveis aceitáveis no site da mineradora e na vizinhança.”
Parcerias em tecnologia: o caminho escolhido
A Somax mantém parceria com empresas estrangeiras com as quais mantem acordos de cooperação tecnológica – principalmente a Chicago Blower Corporation e a Industral Acoustic Company –, está constantemente buscando a evolução das suas linhas de produtos para atender com equipamentos de maior eficiência tanto na linha de ventilação como na linha de tratamento de ruído.
“Essas parcerias formam uma rede mundial onde são trocadas experiências entre os parceiros, incluindo a Somax no Brasil e empresas da Austrália, África do Sul, Índia, Rússia, China, Chile, Estados Unidos, Argentina, Espanha, Malásia, entre outros. No mês de outubro, o Rio de Janeiro será a sede do seminário tecnológico Da Chicago Blower Corporation, com a participação de todos os licenciados que compõem a rede, oriundos dos 5 continentes. Muitos projetos são feitos em um país e adaptados para outros em situações similares, gerando um ganho significativo de tempo na busca das melhores soluções tanto em sistemas de ventilação e exaustão, como em controle acústico”, comenta o diretor de Produto e Aplicação da Somax.
Hoje, além dos ventiladores com melhor eficiência, testados e certificados por organizações internacionais, a Somax – assegura o executivo – também dispõe, “com exclusividade, da tecnologia dos atenuadores de ruídos de células assimétricas (RAS), dos atenuadores de ruídos de “airway” variável (RAV) e das maior linha de venezianas acústicas (Noishield, Slimshield e Fitshield), entre outros produtos acústicos que permitem ajustar o espectro de atenuação de ruído por banda de frequência exatamente conforme o perfil sonoro da fonte de ruído, e através dos softwares de seleção e dimensionamento obter sempre a melhor eficiência, layout e dimensão em cada projeto.”
E mais: as parcerias também contribuíram para colocar a empresa no mercado de mineração em alguns países da América Latina como Chile, Peru e Colômbia. “Nossa ligação tecnológica com a rede de licenciados da Chicago Blower e da Industrial Acoustic e a permanente troca de informações e tecnologia em tempo real, dá ao mercado a segurança de que a tecnologia que a Somax disponibiliza para o mercado brasileiro está sempre em conformidade com o que existe de melhor e mais moderno no mundo.”

Evolução consistente
O caminho escolhido para evoluir continuamente dá a Carvalho a certeza de que “os equipamentos que fornecemos hoje estão no mais alto nível de qualidade, performance e eficiência. A evolução continua sempre, mas cada vez que nos aproximamos da eficiência total (100%) os avanços acontecem em steps mais lentos e curtos. Ao longo dos últimos anos os aperfeiçoamentos eletroeletrônicos, por exemplo, fizeram com que os motores acionadores dos nossos ventiladores chegassem a mais de 95% de eficiência e isso não dá mais muita margem para grandes evoluções nesses componentes, por outro lado, materiais novos como ligas de titânio, polímeros e aços especiais permitiram a construção de ventiladores com velocidade periférica mais elevada.”
A evolução – assegura Carvalho – em máquinas de comando numérico, máquinas a laser e softwares de cálculos e análises por elementos finitos “permitiram a criação de perfis aerodinâmicos mais precisos, sem risco de quebra, e isso significa mais rendimento, mais segurança, menos espaço ocupado e mais capacidade de vencer longas distâncias de dutos e túneis. Também o uso de sistemas com inversores de frequências que eram raros há 20 anos, permitem o controle da capacidade de insuflamento e exaustão com a máxima eficiência energética e sem a necessidade de paradas para ajustes mecânicos, como era comum no passado.”
Ao frisar que “os novos softwares e sistemas de monitoramento e controle permitem projetar e monitorar tanto a qualidade do ar como as condições ambientais e de ruídos”, Carvalho destaca que a Somax, “a cada evolução dos conceitos de projetos, tanto na linha de ventilação como de tratamento acústico, busca as soluções mais adequadas para atender tanto economicamente como qualitativamente as novas necessidades, todos os produtos da Somax são projetados e customizados caso a caso, especificamente para cada projeto.”

Redução da pegada de carbono e do desperdício de matéria-prima
Essas conquistadas listadas pelo diretor de Produto e Aplicação da Somax atendem, também, a crescente preocupação com a descarbonização. Como ele explica, “em termos de ventilação, a eficiência do sistema é fundamental para redução do consumo de energia, e o ventilador (ou exaustor) é o coração desse tipo de sistema. Na parte acústica, normalmente a eficiência dos equipamentos de absorção de ruído é importante para a redução do consumo direta e indiretamente e até a quantidade de material gasto na fabricação dos próprios equipamentos de controle de ruído pode ser significativamente menor.”
Entre os exemplos, Carvalho lista a evolução registrada nos atenuadores de ruídos que, “com a metade da dimensão do concorrente, pode executar a mesma atenuação sonora”, e permite “prever que a perda de pressão do sistema de ventilação ou exaustão a que ele pertence será menor e com isso, o consumo de energia do ventilador/exaustor também será menor.”
Ainda considerando o atenuador com metade do tamanho do outro, mas com o mesmo resultado acústico, o diretor da Somax considera um outro aspecto: a redução no uso de matéria-prima. “Para ser fabricado provavelmente ele consumiu menos aço, menos material de absorção, menos tinta e tratamento de superfície, resultando em ganhos tanto energéticos, como economia de materiais que vai contribuir desde a origem para a redução da pegada de carbono, e no fim de sua vida útil terá menor custo ambiental no descarte ou na reciclagem dos materiais”, relata ele.
