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Manutenção preventiva como fator de competitividade da indústria brasileira

Em um ambiente industrial cada vez mais pressionado por custos elevados, margens apertadas e concorrência global, a manutenção preventiva de máquinas é um dos principais vetores de competitividade, onde planejar, monitorar e antecipar falhas passou a ser tão estratégico quanto investir em tecnologia ou expansão produtiva.

Com base em dados coletados pela Plant Engineering e publicados pela Infraspeak, 29% das fábricas gastam de 5% a 10% do orçamento anual em manutenção, Jurandir Ferreira de Sousa, técnico em mecatrônica com ampla experiência em manutenção industrial, frisa que, nesse cenário, qualquer parada não planejada representa prejuízo direto na interrupção da produção, desperdício de matéria-prima, atrasos logísticos, riscos de acidentes e perda de confiabilidade.

Para Souza, é nesse ponto que a manutenção preventiva se destaca como uma mudança de mentalidade dentro das indústrias. “Ao substituir a lógica do ‘consertar depois que quebra’ por inspeções regulares, conservação dos equipamentos, ajustes programados e controle de desempenho dos ativos, as empresas conseguem aumentar a disponibilidade das máquinas, reduzir custos e ganhar previsibilidade operacional”, explica.

O especialista também destaca que com o avanço da Indústria 4.0, a manutenção preventiva vem sendo reforçada por tecnologias como sensores, sistemas de monitoramento em tempo real e softwares de gestão da manutenção. Recursos necessários que permitem acompanhar vibração, temperatura, consumo elétrico e outros indicadores críticos, antecipando falhas antes que elas interrompam a produção.

No entanto, Sousa ressalta que o uso da tecnologia sem pessoas qualificadas não gera resultados. “O técnico em manutenção precisa unir conhecimento prático, leitura de indicadores e visão de processo. A manutenção preventiva é tão eficiente quanto o profissional que a estuda e executa”, pontua.

Em um mercado cada vez mais exigente, no qual prazos curtos e qualidade constante são pré-requisitos, as empresas que adotam essa estratégia conseguem aumentar a confiabilidade da produção e responder com mais agilidade às demandas do mercado. “A manutenção preventiva não é opção, mas uma necessidade para as indústrias que não querem ficar para trás e perder recursos importantes”, conclui Jurandir Ferreira de Sousa.