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Sobratema: vendas de máquinas de linha amarela devem crescer 4% em 2026

Mesmo diante de um cenário econômico marcado por juros elevados, crédito mais restrito e incertezas no ambiente de negócios, a comercialização de equipamentos da linha amarela deve crescer 4% em 2026, alcançando 35.843 unidades. As projeções foram apresentadas durante o 2º Radar Tendências, promovido pela Associação Brasileira de Tecnologia e Gestão de Equipamentos (Sobratema). 

“O primeiro semestre confirmou um mercado consistente. A expectativa é de um segundo semestre mais cauteloso, mas suficiente para consolidar esse resultado”, afirmou Claudio Schmidt, coordenador do Estudo Sobratema do Mercado Brasileiro de Equipamentos. As vendas totais de máquinas, que incluem a linha amarela, guindastes, compressores portáteis, manipuladores telescópicos, plataformas elevatórias, equipamentos para concreto, caminhões rodoviários e tratores pesados de pneus, deverão atingir 58.611 unidades em 2026, também com expansão de 4% em relação ao ano anterior. 

No primeiro semestre, o setor público assumiu a liderança das compras, respondendo por 23% das vendas, seguido pela construção pesada (22%), locação (19%), construção leve (14%), agro e florestal (12%) e mineração (10%). Na avaliação de Schmidt, esse desempenho do governo representa um movimento específico do momento, sem alterar a tendência histórica do mercado, com construção pesado e locação alternando na primeira colocação.

O Estudo Sobratema também apontou que 39% dos usuários trabalham com até 10% da frota parada e que 21%, com até 20% da frota parada. Já o mercado de locação tem conquistado cada vez mais espaço no setor de máquinas. Os dados do Estudo apontam que 58% das construtoras alugam até 10% dos equipamentos utilizados em suas obras. “Existe um espaço importante para crescimento. Em mercados mais desenvolvidos, a locação representa entre 40% e 45% da utilização dos equipamentos. Essa tendência também deve se consolidar no Brasil”, ponderou Schmidt.

Afonso Mamede, presidente da Sobratema, lembrou que o setor passou por uma verdadeira revolução silenciosa, nas últimas décadas. “Saímos de equipamentos analógicos e isolados para frotas inteligentes, conectadas e monitoradas em tempo real. O que há 20 anos parecia ficção científica hoje é padrão nas operações. E a próxima revolução certamente já está a caminho”. 

Outros indicadores importantes foram: 39% das empresas operam equipamentos com até cinco anos de uso e 43% possuem máquinas entre cinco e dez anos, demonstrando um processo contínuo de renovação dos ativos; e cerca de 39% das aquisições são realizadas com capital próprio, enquanto apenas 17% utilizam operações via CDC, refletindo um cenário de crédito mais restrito.

O 2º Radar Tendências teve o apoio da JCB, Komatsu, Putzmeister, Trimble e Volvo.