“A proposta da empresa é demonstrar como a aplicação integrada de tecnologias pode contribuir para aumentar a eficácia operacional e energética ao longo de toda a cadeia, da mina ao porto”, comenta Alexandre Dias, gerente de vendas da Divisão de Process Industries da ABB Brasil, lembrando que a participação da ABB acontece em um momento de crescente atenção aos minerais críticos e estratégicos, cuja produção está relacionada, justamente, à transição energética e ao desenvolvimento de diferentes processos industriais e tecnológicos. Um estudo da UFMG e da UFJF estima que o avanço desse segmento pode adicionar R$ 192 bilhões ao PIB brasileiro até 2050.
Nesse cenário, a capacidade de ampliar a produtividade de modo sustentável do ponto de vista financeiro e ambiental torna-se um fator relevante para a competitividade da mineração brasileira. Nesse sentido, a ABB apresentará na EXPOSIBRAM tecnologias voltadas à automação, monitoramento de ativos, predição de falhas e integração de sistemas, buscando contribuir para operações mais previsíveis e com menor custo operacional.
Soluções tecnológicas
Entre as soluções que serão demonstradas está a CRIS (Conveyor Roller Inspection Services), sistema de inspeção de roletes de correias transportadoras. A tecnologia utiliza um robô que percorre as linhas ao lado dos roletes, realizando inspeções, fotografando os componentes e coletando informações como temperatura e ruído. Os dados são enviados para um sistema que permite acompanhar as condições das linhas de produção.
A tecnologia atua sobre um ponto crítico da operação de mineração, uma vez que os roletes estão presentes em diferentes trechos das correias responsáveis pela movimentação do minério e uma falha pode provocar sua interrupção. Ao permitir o monitoramento contínuo desses componentes, o CRIS contribui para ampliar a previsibilidade sobre possíveis problemas e reduzir o risco de paradas não planejadas.
Outra solução apresentada será o Genix, plataforma que reúne ativos de instrumentação elétrica, automação e tecnologia da informação a uma camada superior de inteligência artificial capaz de predizer falhas operacionais. Segundo a ABB, a solução ainda não é utilizada por mineradoras brasileiras e, na América Latina, possui aplicação apenas no Chile.
A empresa também apresentará um simulador que reúne suas soluções de automação e eletrificação ao longo de toda a cadeia da mineração. A ferramenta permitirá aos visitantes percorrer virtualmente uma planta e visualizar a aplicação das tecnologias da ABB em diferentes etapas da operação.
Além do fornecimento das tecnologias, a ABB atua no desenvolvimento e na integração dos projetos, com suporte desde estudos prévios de viabilidade e design até a definição da tecnologia adequada, padronização e integração dos sistemas. De acordo com a empresa, a integração da automação pode proporcionar ganho de 40% na eficiência energética das operações de mineração.
“Nosso trabalho vai além da aplicação de um produto isolado. É preciso entender a operação como um sistema, avaliar a viabilidade, definir a tecnologia adequada e trabalhar a integração entre os diferentes ativos. É essa visão que permite buscar ganhos relevantes que façam sentido para cada tipo de operação”, explica Alexandre Dias.
Estrutura ampliada
Com uma área de exposição 100% comercializada e mais de 750 estandes previstos, a EXPOSIBRAM 2026 deverá ampliar a estrutura em relação à edição de 2024 e será realizada no ano em que o IBRAM completa 50 anos. O evento é apresentado pelo instituto como a maior edição de sua história.
Para a ABB, a feira será uma oportunidade de apresentar como automação, eletrificação, inteligência artificial e integração de sistemas podem responder a desafios concretos da mineração, especialmente em um cenário de expansão da demanda por minerais críticos e de pressão por maior capacidade operacional.
“A mineração precisa aumentar sua produtividade sem perder de vista a eficiência econômica e energética. É nesse ponto que a tecnologia pode contribuir, tornando as operações mais previsíveis, inteligentes e integradas. Tudo isso com real ganho de escala”, conclui o executivo.











