A agricultura moderna gera uma imensa quantidade de dados por segundo. Hoje, as informações são coletadas com uma velocidade incrível, um nível altíssimo de detalhamento e em tempo real. No entanto, essa imensa montanha de informações, o chamado Big Data, esbarra em desafios operacionais complexos que muitas vezes impedem o produtor de extrair o verdadeiro valor tecnológico da sua lavoura.
De acordo com Rosiéli Mika Bonette, gerente de Marketing de Produto da PTx Trimble, a adoção das práticas de agricultura de precisão iniciam o processo de transformação no campo. Isso porque uma grande quantidade de dados era gerada offline por sensores, com a coleta manual, via cartão de memória ou pendrive, para realizar a análise. “A internet das coisas (IoT) alavancou uma nova etapa na digitalização do agro, aprimorando esse fluxo dos dados gerados em campo, o que possibilitou o envio on-line ao escritório, sem a necessidade do uso de dispositivos e a intervenção manual”, explica a especialista.
A agricultura de precisão e sua adoção em larga escala foi determinante para impulsionar o Big Data no agro. Bonette destaca que os dados estão sendo gerados em uma velocidade incrível e toda essa informação é essencial para identificar padrões, tendências e ainda traz informações úteis que auxiliam o agricultor na tomada de decisões. “O Big Data vai além e extrai o valor do dado e traz maior eficiência, rentabilidade e sustentabilidade ao negócio”, completa.
Organizando o caos da informação no campo
A PTx destaca o FarmENGAGE, uma plataforma que atua como o “cérebro” da fazenda. A ferramenta assume o papel de protagonista ao organizar o grande e complexo volume do Big Data, unificando o trabalho de campo em uma interface de fácil uso e transformando dados brutos em decisões estratégicas.
A plataforma quebra a barreira das frotas mistas, gerenciando o trabalho independentemente da marca, modelo e ano do equipamento. Baseada na interoperabilidade real, o FarmENGAGE não apenas centraliza dados de maquinários AGCO e monitores PTx Trimble, mas cruza informações de outros fabricantes via integrações em nuvem (APIs).
“Os benefícios que o FarmENGAGE traz são inúmeros, mas listando alguns bem práticos do dia a dia, notamos economias significativas de tempo e combustível em situações em que o cliente refaz bordaduras ou linhas de direcionamento a cada safra ou a cada aplicação. Dados simples como esses podem ser facilmente gerenciados a partir da plataforma”, diz Bonette.
Outro benefício é o aumento da eficiência da máquina ao eliminar períodos ociosos, pois muitas vezes, as máquinas ficam paradas aguardando a chegada do mapa de aplicação ou o projeto de linhas para iniciar a operação. Além disso, a rápida correção de erros da operação por meio do aplicativo móvel acarreta no aumento da produtividade das culturas.
“Com o uso do FarmENGAGE é possível aumentar em até três vezes a eficiência do responsável pela gestão de dados, uma vez que ele planeja e envia remotamente todos os dados para o operador executar em campo e recebe o retorno do trabalho realizado sem a necessidade de deslocamentos e logística de dados”, explica Bonette.
Ao simplificar e rotear inteligentemente essas informações, o Big Data deixa de ser um emaranhado de arquivos incompatíveis e se torna visual e simples. O resultado é uma economia tangível: o rastreamento em tempo real evita sobreposições e ociosidade de máquinas, poupando combustível e garantindo que o uso de dados se traduza em retorno sobre investimento (ROI) por meio de relatórios automatizados.











