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Agroindústrias e reposição e serviços respondem por crescimento da Kepler Weber

A Kepler Weber registrou crescimento dos segmentos de Agroindústrias e Reposição e Serviços no segundo trimestre de 2026, reforçando os efeitos de sua estratégia de diversificação do portfólio. A companhia encerrou o período com caixa líquido de R$ 29,3 milhões. A receita líquida foi de R$ 299,1 milhões, refletindo a menor demanda no segmento de Fazendas, em um ambiente ainda marcado por juros elevados, crédito mais restritivo e maior seletividade de investimento dos produtores rurais.

No 2T26, o EBITDA totalizou R$ 25,9 milhões, com margem de 8,7%, enquanto o lucro líquido alcançou R$ 6,3 milhões. A companhia encerrou o trimestre com R$ 354,2 milhões em disponibilidades e caixa líquido de R$ 29,3 milhões, preservando flexibilidade financeira para executar sua estratégia de crescimento e capturar oportunidades de investimento.

No primeiro semestre de 2026, a receita líquida totalizou R$ 617,1 milhões. Agroindústrias cresceu 11,3% e Negócios Internacionais avançou 7,0% frente ao mesmo período de 2025. Com isso, Agroindústrias, Negócios Internacionais, Portos e Terminais e Reposição e Serviços passaram a representar 72% da receita líquida, ante 66% no primeiro semestre do ano anterior, evidenciando uma estrutura de receitas mais diversificada e menos dependente do segmento de Fazendas.

“O desempenho do trimestre mostra a importância de um portfólio exposto a diferentes ciclos do agronegócio. O avanço de Agroindústrias e a retomada de Reposição e Serviços ajudaram a equilibrar a menor demanda de Fazendas, enquanto a manutenção de uma posição de caixa líquido preserva nossa capacidade de executar a estratégia com disciplina”, informa a diretoria da Kepler Weber.

A companhia também avançou em eficiência operacional. As despesas com vendas, gerais e administrativas recuaram 4,7% no 2T26 e 2,0% no primeiro semestre de 2026,em relação aos mesmos períodos de 2025. O backlog financeiro cresceu 9,3% em relação ao primeiro trimestre, impulsionado principalmente por projetos de Agroindústrias, embora tenha ficado 13,8% abaixo do nível registrado no 2T25. O backlog não deve ser interpretado como garantia de receita futura, estando sujeito ao andamento dos projetos, condições comerciais e critérios de reconhecimento de receita.

Em inovação, a Kepler Weber investiu R$ 12,6 milhões no desenvolvimento de novos produtos e soluções. A receita proveniente de novos produtos correspondeu a 12% da receita líquida dos últimos 12 meses. No período, a companhia também conquistou, pelo sexto ano consecutivo, a certificação Great Place to Work, com Índice de Confiança de 82%, quatro pontos percentuais acima do ano anterior.

Áreas de negócios

Fazendas – O segmento registrou receita líquida de R$ 83,1 milhões no 2T26, retração de 13,2% na comparação anual. O resultado refletiu as condições mais restritivas de crédito, os juros elevados e a pressão sobre as margens do produtor. Durante o segundo trimestre, a Companhia registrou aproximadamente R$74,5 milhões em novos contratos no segmento, com destaque para os Estados do Mato Grosso, Bahia e Goiás.

Agroindústrias – A receita líquida alcançou R$ 126,5 milhões no 2T26, crescimento de 17,9% em relação ao 2T25 e de 20,4% frente ao 1T26, tornando Agroindústrias o principal segmento da companhia em receita líquida no trimestre. O desempenho foi sustentado por investimentos de cooperativas, tradings e indústrias de processamento, especialmente em projetos ligados a alimentos, rações e biocombustíveis. Durante o trimestre, a Companhia registrou aproximadamente R$169,7 milhões em novos contratos no segmento, abrangendo soluções de armazenagem, beneficiamento e processamento de grãos

Negócios Internacionais – O segmento totalizou receita líquida de R$ 16,6 milhões no trimestre, redução de 46,3% em relação ao 2T25, influenciada pela base de comparação elevada, pelo câmbio menos favorável e pela concentração de embarques relevantes no 1T26. No primeiro semestre de 2026, porém, a receita cresceu 7,0%, para R$ 76,8 milhões, com contribuição de mercados como Venezuela, Paraguai e Bolívia.

Portos e Terminais – A receita líquida totalizou R$ 7,3 milhões no 2T26, redução de 50,1% em relação ao 2T25. A variação anual refletiu o estágio de execução dos projetos e os respectivos cronogramas de reconhecimento de receita, característica de um segmento formado por contratos de maior porte e ciclos mais longos. Entre os projetos em execução, destacam-se um empreendimento para o escoamento da safra pelo Arco Norte e um terminal de transbordo rodoferroviário em Mato Grosso.

Reposição e Serviços – O segmento registrou receita líquida de R$ 65,6 milhões, alta de 5,0% em relação ao 2T25 e de 7,1% frente ao 1T26. O avanço foi impulsionado por soluções de maior valor agregado, modernizações e ampliações de unidades armazenadoras. A Procer encerrou o trimestre com mais de 2.905 unidades conectadas e 2.272 clientes, representando crescimentos de 20% e 18%, respectivamente, em relação ao mesmo período do ano anterior.

Estrutura financeira e investimentos A companhia encerrou o semestre com caixa líquido de R$ 29,3 milhões, reforçando sua sólida posição financeira. Os investimentos totalizaram R$ 27,1 milhões no período, destinados à modernização das operações, ampliação da capacidade produtiva, desenvolvimento de produtos e evolução da infraestrutura tecnológica. No 2T26, o CAPEX foi de R$ 11,8 milhões, redução de 43% frente ao 2T25.