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Mineradoras e cadeia de fornecedores: Interconexão, interdependência e estímulo permanente

A riqueza da mineração não se limita a volumes minerados, valores envolvidos, recursos investidos ou à comercialização internacional. Sua expressividade reflete-se nos diversos segmentos da sua cadeia de fornecedores, estimulando desenvolvimento e inovação em uma relação de reciprocidade: o investimento dos fornecedores também impulsiona a evolução da atividade.

Embora remeta a grandes máquinas e equipamentos de lavra, processamento e beneficiamento, a mineração integra empresas de serviços, capacitação, segurança, tratamento de água, bombeamento, monitoramento, infraestrutura, logística e transporte, assim como fornecedoras de matérias-primas.

Em todas essas interfaces, na transição de um setor analógico e braçal para uma indústria que lidera a incorporação e o desenvolvimento de tecnologias, a evolução é interdependente: a mineração impulsiona o desenvolvimento e é impulsionada por seus parceiros.

A mecanização trouxe ganho na eficiência energética do processamento e dos equipamentos — via sensores e automação —, além de reduzir a exposição humana. Adicionou escala, produtividade, segurança, previsibilidade e eficiência no uso de ativos. Operações antes físicas e pouco padronizadas passaram a utilizar soluções robustas, monitoradas e integradas à gestão de mina, lavra, usina, beneficiamento e transporte.

A tendência aponta para uma mineração autônoma e guiada por inteligência artificial na tomada de decisões, agregando valor pela verticalização e ampliação do beneficiamento. O caminho rumo à automação integral, aos processos contínuos e à manutenção preditiva envolve modelos 3D, sensores IoT, gêmeos digitais e algoritmos que captam padrões imperceptíveis ao olho humano. Tais aplicações exigem centros de operação remotos, manutenção preditiva por inteligência artificial, drones e sensoriamento remoto ambiental e geotécnico.

Fazer mais com menos recursos, usando automação e inteligência artificial, é premissa para obter agilidade, eficiência, maior recuperação metalúrgica e confiabilidade. Assim, a gestão de ativos deixa de ser reativa para se tornar orientada por dados e algoritmos.

O avanço e a maior aplicabilidade da tecnologia reduzem custos e geram escalabilidade, alcançando pequenas e médias mineradoras. Nesse cenário, a colaboração entre mineradoras, fabricantes, fornecedores e instituições de pesquisa é determinante para construir uma indústria eficiente, sustentável e preparada para o futuro.

Na prática, a produtividade da mineração depende de uma cadeia inteira de soluções técnicas. Um equipamento moderno só entrega seu potencial se cada componente crítico estiver adequado à aplicação. Por isso, fornecedores especializados têm papel importante na evolução do setor, especialmente quando atuam próximos das áreas de engenharia e manutenção dos clientes.

A mineração brasileira tem uma grande oportunidade nos próximos anos, especialmente com o avanço dos minerais críticos e estratégicos, a modernização das plantas e a busca por operações mais seguras e sustentáveis. Para aproveitar esse momento, será essencial valorizar a tecnologia, a engenharia aplicada e as parcerias de longo prazo.

Para o setor de máquinas e equipamentos, a evolução tecnológica da mineração trouxe uma demanda crescente por soluções mais resistentes, confiáveis e adaptadas a ambientes severos, como peneiras vibratórias, britadores, transportadores, caminhões off-road, equipamentos de beneficiamento e estruturas sujeitas a vibração, impacto, poeira, umidade e ciclos intensos de operação.

Uma operação cada vez mais integrada e com o mínimo de intervenção humana é a tendência apontada por Maiari Ruckert de Araújo — vice-presidente da Tecnokor. “A mineração caminha para operações mais autônomas, conectadas e orientadas por dados. Sensoriamento, inteligência artificial, manutenção preditiva, monitoramento remoto e digitalização dos ativos serão itens essenciais na tomada de decisão e na gestão da disponibilidade dos equipamentos”, prevê e acrescenta: “Paralelamente, podemos esperar um aumento da pressão por eficiência energética, redução das emissões e melhor aproveitamento dos recursos naturais — contexto que tem muito a ganhar com os avanços tecnológicos.”

Araújo ressalta que, especialmente em relação aos sistemas de movimentação e máquinas de pátio, hoje existem “operações autônomas que não carecem mais de um operador na cabine. O profissional agora fica em uma sala de controle, de onde monitora simultaneamente vários equipamentos em um mesmo pátio.”

Acesso à tecnologia

A incorporação crescente de tecnologia na mineração permite evoluir do monitoramento para a predição, prevenindo incidentes e acelerando respostas. No setor, o avanço tecnológico atende menos à automação em si e mais à necessidade de conferir previsibilidade a operações com variáveis críticas, como segurança geotécnica, continuidade logística e proteção de ativos. Nesse cenário, o monitoramento inteligente e a visão computacional transformam imagens em inteligência acionável, reduzindo incertezas ao antecipar riscos para fortalecer uma operação mais segura e eficiente.

Leonardo Nogueira, cofundador e Head de Marketing e Vendas da Altave, destaca o papel da empresa como fornecedora de soluções que “ampliam a previsibilidade das operações e fortalecem a gestão de ativos críticos, especialmente em ferrovias, taludes e áreas remotas, permitindo identificar desvios e inconformidades com antecedência, apoiando respostas mais rápidas e eficientes.”

Nogueira ressalta o acesso das pequenas e médias mineradoras ao monitoramento inteligente e à análise de dados, recursos que “ajudam a reduzir riscos, evitar perdas operacionais e aumentar a disponibilidade dos ativos, gerando ganhos que compensam o investimento ao longo do tempo.” Para isso, defende uma tecnologia “escalável, modular e aderente à realidade de cada operação, capaz de operar em ambientes remotos e com limitações de conectividade, permitindo que empresas de diferentes portes incorporem inteligência operacional sem a necessidade de grandes mudanças na infraestrutura existente.”

Entre os principais entraves para essas empresas está o acesso ao capital. Leopoldo Bigarella — Operations Manager Américas na Mineral Technologies — estima que “o custo de capital do setor de mineração é hoje mais que o dobro do de empresas de tecnologia, e o crédito para PMEs no Brasil ainda é restrito. Por isso, a tendência é a tecnologia chegar a essas empresas via soluções modulares, escaláveis e de menor Capex inicial.”

A Mineral dedica-se ao desenvolvimento dessas alternativas. “Plantas modulares permitem que operações menores comecem com investimento reduzido e expandam conforme a operação cresce”, constata Bigarella. Ao considerar o potencial geológico brasileiro em minerais críticos para a transição energética e eletrificação, ele afirma: “Esse potencial geológico só se traduz em competitividade real se vier acompanhado de tecnologia de processamento eficiente — afinal, muitos desses minerais aparecem em corpos de minério mais complexos, com teores mais baixos e granulometria mais fina, o que exige equipamentos de separação cada vez mais eficientes para viabilizar economicamente sua extração.”

A Semco — focada em sistemas de mistura e agitação — também investe em tornar suas soluções mais simples e padronizadas, “que entregam alta eficiência sem a necessidade de customizações complexas. A complexidade das grandes mineradoras faz com que o fabricante de equipamento precise inovar mais, agregar maior tecnologia em seus produtos e buscar soluções não tradicionais. Obviamente, os desenvolvimentos iniciados com as demandas das grandes mineradoras, em certo momento, passam a estar disponíveis também para as empresas de pequeno e médio porte, que indiretamente são beneficiadas por esse avanço tecnológico”, comenta Danilo Santos, gerente de Vendas da empresa.

A Veolia, que atua como um “integrador sistêmico que catalisa essa transformação através de diversas dimensões, integrando tratamento avançado e inteligente de água e circularidade”, conforme Gabriel Bretones — Business Development na Veolia Water Tech —, responde a essas demandas. Bretones assegura que “a tecnologia vem sendo acessada por pequenas e médias mineradoras através de modelos inovadores de serviços que transformam Capex em Opex. A Veolia oferece soluções escaláveis e modulares que permitem que as empresas implementem tecnologias de ponta sem investimentos massivos em infraestrutura, tornando-as acessíveis em diferentes escalas operacionais. Essa democratização tecnológica é essencial para que toda a cadeia mineradora brasileira evolua em sustentabilidade e competitividade.”

Focada em “garantir que a evolução aconteça com segurança, alinhando tecnologias com confiabilidade e conformidade para que a automação esperada seja algo seguro e não um risco adicional no processo”, a Schmersal leva ao mercado soluções de segurança modulares “que garantem que os dispositivos funcionem tanto em rede quanto de forma isolada”, explica Daniela Macedo — coordenadora de produtos para mineração e atmosferas explosivas da empresa. “Isso assegura a operabilidade da planta e facilita para que, em retrofits, novas tecnologias sejam aplicadas com menor investimento. São soluções mais acessíveis do que uma ruptura total com o sistema atual, garantindo uma evolução gradual e sólida para as pequenas e médias mineradoras.”

Parcerias

O futuro da evolução tecnológica da mineração brasileira e a contribuição das fornecedoras — frente aos desafios da verticalização e dos minerais críticos e estratégicos — são pontos de reflexão de empresas com atividades complementares, como a NLMK South America e a Innova.

Enquanto a NLMK fornece aços especiais para caçambas, básculas, revestimentos, chutes, tremonhas, lâminas, peças sujeitas à abrasão e estruturas leves que aumentam a capacidade de carga e reduzem o consumo de combustível, a Innova fabrica e reforma caçambas para escavadeiras e carregadeiras em operações severas utilizando esses mesmos aços.

Redelvim Andrade — general manager da NLMK — comenta que “o acesso à tecnologia, muitas vezes, começa por decisões muito concretas: melhorar a durabilidade de uma caçamba, reduzir paradas de manutenção, aumentar a vida útil de um revestimento, diminuir o peso de uma estrutura ou melhorar a confiabilidade de um equipamento crítico.” Ele ressalta que “a inovação na mineração nem sempre está apenas nos grandes sistemas digitais ou nos equipamentos mais visíveis. Muitas vezes, ela está nos detalhes de engenharia: no aço correto para uma caçamba, no revestimento adequado para um chute, na estrutura mais leve de um implemento, na peça que dura mais e evita uma parada não programada.”

Mazuck Edson de Oliveira — diretor comercial da Innova do Brasil — reforça que “pequenas e médias mineradoras têm buscado alternativas que aumentem a produtividade e reduzam custos operacionais sem exigir grandes investimentos em infraestrutura.” Para ele, “melhorias em componentes críticos representam oportunidades de ganhos rápidos e consistentes.” Acrescenta, ainda, que projetos estruturalmente otimizados reduzem o peso sem comprometer a resistência, gerando economia de combustível e eficiência, demonstrando que sustentabilidade e produtividade caminham juntas quando a engenharia gera mais resultados com menos recursos.

Focada na redução do consumo hídrico e na eliminação de barragens de rejeito na indústria de minério de ferro, a Niagara, divisão da Haver & Boecker no Brasil, atua com tecnologia excêntrica de peneiramento. Segundo Clayton Carvalho — diretor geral da divisão de Processamento Mineral —, a solução permite processar e valorizar materiais sem barragens convencionais, promovendo eficiência energética, redução de finos e o reuso de rejeitos como subprodutos. Parcerias tecnológicas e sistemas de inteligência artificial que ajustam as peneiras em tempo real sem intervenção humana são estratégias da empresa “para operar, com menor risco operacional, de forma eficiente e retirar os finos gerados no processo — o que elimina a necessidade de lavagem do minério e, consequentemente, o uso de barragens — para uma melhor qualidade do minério produzido”, informa Carvalho.

No segmento de motores e geradores elétricos, Ivan Eduardo Chabu — diretor técnico da Equacional — destaca a busca contínua por eficiência energética, confiabilidade e disponibilidade operacional. A empresa desenvolve máquinas de alto rendimento e robustez para as condições severas da mineração, frequentemente em parceria com outros fornecedores industriais.

Como exemplo, Chabu cita motores de indução de rotor bobinado com levantamento automático de escovas para moinhos e britadores, além de motores lineares para esteiras transportadoras, sinalizando uma mudança de paradigma no transporte mineral. “A Equacional, com parceiros fabricantes de sistemas de movimentação, atua fortemente nessa área que se aponta como o futuro desse setor específico dentro da mineração”, frisa ele, acrescentando que “a recuperação, a modernização e a reengenharia de motores e geradores permitem prolongar significativamente a vida útil dos ativos industriais, reduzindo o consumo de matérias-primas e evitando a substituição prematura de equipamentos.”

Sustentabilidade

Sustentabilidade e descarbonização são realidades na mineração, e a busca por melhores indicadores nesses quesitos segue crescente, mantendo a tendência de combinar equipamentos eficientes, combustíveis alternativos, eletrificação e soluções híbridas.

Um exemplo de sustentabilidade pela eficiência dos processos é dado por Stefan Lindenhayn — diretor técnico da Betomaq —, para quem a mecanização substituiu processos manuais por equipamentos precisos, gerando ganhos em segurança, padronização e controle de qualidade. “No caso das bombas de injeção utilizadas em ancoragens e estabilização geotécnica, a precisão na aplicação da calda permite melhor aproveitamento do material e maior confiabilidade na execução. Embora nossa maior atuação esteja concentrada em uma etapa específica da operação, acreditamos que ganhos de eficiência em cada processo contribuem para uma mineração mais sustentável e com menor impacto ambiental”, acrescenta o executivo.

Lindenhayn reforça que produtividade e sustentabilidade são metas convergentes: “Quanto mais eficiente é um processo, menor tende a ser seu desperdício de materiais, tempo e energia. As soluções fornecidas pela Betomaq combinam eficiência operacional e menor desperdício, gerando benefícios econômicos e ambientais, pois proporcionam maior regularidade na aplicação das argamassas e caldas de injeção, reduzindo perdas e aumentando a produtividade das equipes de campo.”

O avanço em escala das novas tecnologias reduziu significativamente o investimento necessário para instalar sensores nos equipamentos, assegura Patrick Minamizaki — diretor de serviços da Metso —, o que amplia o acesso a recursos capazes de evitar “falhas não esperadas e, consequentemente, aumentar a confiabilidade e a segurança das operações”.

No caso da Metso, o ganho estende-se ao portfólio voltado ao tema. “São mais de 100 produtos com esse propósito”, destaca Minamizaki, citando bombas para descarga de moinhos, que “podem reduzir em até 50% o consumo de água de vedação, além de diminuir o consumo energético, podendo ser adaptadas para a implantação de tecnologias adicionais de monitoramento remoto.”

Jean Carlos Ramalho — especialista de produto da Link-Belt Brasil e América Latina — destaca que “o sucesso de uma operação depende não apenas da qualidade do equipamento, mas também da capacidade de extrair o máximo desempenho durante todo o seu ciclo de vida.”

A atuação da empresa no cenário atual e no avanço do beneficiamento se estende a “equipamentos confiáveis, preparados para operar com alta disponibilidade e com recursos que permitam ao cliente monitorar continuamente sua performance, além de máquinas que ofereçam elevada produtividade, baixo custo operacional e suporte técnico especializado, contribuindo para aumentar a competitividade das empresas brasileiras em toda a cadeia mineral”, detalha Ramalho.

Com o setor em busca de operações mais inteligentes e com maior previsibilidade, Evandro Luis Carvalho Franzoni — diretor da Funperlita — recomenda ao segmento industrial investimentos contínuos “na melhoria dos processos produtivos, na qualificação da equipe e no aprimoramento dos controles de qualidade, garantindo componentes confiáveis para aplicações cada vez mais exigentes.” Ele acrescenta que a Funperlita colabora para esse cenário “fornecendo peças fundidas com elevado padrão de qualidade, resistência e confiabilidade, características que aumentam a disponibilidade dos equipamentos e reduzem paradas não programadas. Essa combinação favorece tanto a produtividade quanto a sustentabilidade, uma vez que promove melhor aproveitamento dos recursos, menor desperdício e maior vida útil dos componentes.”

O papel dos componentes e das tecnologias acessórias

A evolução da mineração, sob a ótica de Cristian Mandariaga — gerente da Combustol Tratamento de Metais —, trouxe desafios para os cientistas de materiais e fornecedores de tecnologias específicas. Usando a empresa como exemplo, ele detalha: “Há uma demanda crescente por materiais e peças capazes de suportar condições extremamente severas de desgaste, impacto, abrasão e altas cargas mecânicas. Equipamentos modernos de mineração operam com maior intensidade e disponibilidade, exigindo componentes mais resistentes e duráveis. Nesse contexto, os tratamentos térmicos passaram a desempenhar um papel fundamental para garantir propriedades como dureza, tenacidade e resistência ao desgaste.”

“A evolução não tem fim. Dia a dia tudo é melhorado, aperfeiçoado e se encontra um jeito novo de se fazer”, alega Warley A. Grotta Jr. — diretor da BGL — sobre essa busca contínua, que em sua empresa se materializa em avanços em buchas e porcas hidráulicas para agilizar a montagem e desmontagem de rolamentos. “A depender do tamanho, o tempo de manutenção pode ser encurtado em até dez vezes. São os saltos de melhoria que ajudaram a mineração a ser mais técnica e menos braçal”, frisa ele, ressaltando o combate ao desperdício: “Reaproveitamos 100% do descarte metálico do processo de fabricação, o que diminui a nossa necessidade de compra de matéria-prima virgem.”

Para Grotta, “na verdade, foi o setor de máquinas que apresentou as evoluções e propiciou que a mineração avançasse tanto na questão tecnológica. Muitos dos componentes mecânicos foram aperfeiçoados por hidráulicos e, muito em função da eletrônica, muitos componentes de um equipamento estão conectados, sendo monitorados para que as linhas de extração e beneficiamento parem o menos possível e tenham a maior produtividade possível. Está tudo em constante evolução.”

Esses reflexos atingem toda a cadeia, fazendo com que “componentes aparentemente simples, como sistemas de fixação, passassem a ter papel estratégico”, frisa Telma da Silveira Rezin — gerente-geral da Lanfranco Amsud Brasil.

“Em uma operação mecanizada, uma falha de fixação pode gerar parada não programada, perda de produtividade, risco à segurança e aumento de custo de manutenção”, explica Rezin, apontando outra exigência do setor: “A evolução da mineração também elevou o nível de exigência sobre fornecedores de componentes técnicos, que precisam entregar confiabilidade, rastreabilidade e desempenho em campo.”

Com a mecanização, as balanças rodoviárias deixaram de ser meras emissoras de tickets de pesagem. Como alega Fabiano de Oliveira — analista de produto sênior da Linha de Balanças Rodoviárias e Ferroviárias da Toledo do Brasil —, esses equipamentos hoje “fazem parte do sistema de controle operacional das mineradoras, fornecendo informações estratégicas para controle de produção, expedição, logística, faturamento, rastreabilidade e conformidade legal. Além disso, a evolução das tecnologias de automação reduziu significativamente erros operacionais, eliminou retrabalhos e aumentou a confiabilidade das informações utilizadas para tomada de decisão.”

O futuro também é promissor. “Na área de pesagem, veremos um crescimento importante da automação completa dos processos de entrada e saída de veículos, integração com ERPs, monitoramento em tempo real, validação automática de cargas, rastreamento operacional e utilização de algoritmos para identificação de desvios e anomalias”, sinaliza o analista.

A respeito das soluções que combinam balanças robustas e de alta precisão, automação de acessos, gestão em nuvem, monitoramento remoto e prevenção a fraudes operacionais, Oliveira aponta entre as tendências “ofertas em versões modulares e escaláveis e modelos de contratação mais flexíveis; serviços em nuvem e linhas de crédito facilitaram o acesso dessas empresas às tecnologias mais modernas.”