Cada empresa, em sua atividade, contribui para os resultados da agropecuária nacional, e apoia a sustentabilidade.
Equipamentos como balanças rodoviárias automatizadas, que controlam desde o recebimento de insumos até o escoamento da produção, que se aplicam desde a pesagem de animais vivos a caminhões nas propriedades rurais, quando comparadas às convencionais, sem automação, reduzem em até 3 vezes o tempo de pesagem.
A esse benefício, César Cabrera – especialista em pesagem e gerente Regional da Filial Ribeirão Preto da Toledo do Brasil – adiciona uma conta: “Levando em consideração que a balança é utilizada nos 30 dias no mês, realizando 150 pesagens dia, com o diesel a R$ 7,50/litro, o equipamento anualmente promove redução de 45.792 kg de CO2; e economia de 14.400 litros de combustível, que corresponde a R$ 108.000,00”.
Componentes como buchas bipartidas, arruelas de encosto, anéis distanciadores e porcas de fixação para sistemas de transmissão e rodagem, como tratores, colheitadeiras e implementos agrícolas, são as soluções que a BGL disponibiliza para o agro e expõe na Agrishow via diversos distribuidores autorizados.
Fábio Massaro – gerente da BGL – comenta que as soluções aumentam a produtividade ao reduzir tempo de parada e facilitar a manutenção: “Os sistemas hidráulicos permitem montagens mais rápidas e seguras e a durabilidade dos produtos reduz falhas, desperdícios e consumo de peças, contribuindo também para a sustentabilidade”, destacando que a empresa, “certificação ISO 9001, posiciona-se como linha premium nacional, com fabricação verticalizada, alto padrão de qualidade e desempenho superior às marcas internacionais.”
Máquinas agrícolas
“O papel da John Deere é entender as necessidades dos produtores e do mercado e desenvolver soluções que gerem resultado. Hoje, cada máquina é o coração de um ecossistema que integra dados, conectividade e suporte contínuo. A John Deere deixou de ser apenas uma fabricante de equipamentos e passou a se tornar uma empresa de inteligência conectada que traz valor real. No Brasil, onde escala, capacidade tecnológica e recursos naturais se combinam, a inovação precisa ser prática e provar, na execução, que aumenta a produtividade, reduz custos e melhora o retorno do cliente.” Essa definição de Cristiano Correia – vice-presidente de Sistemas de Produção da John Deere para a América Latina e vice-presidente global para cana-de-açúcar – resume o papel das máquinas e dos equipamentos no agro e sinaliza o caminho percorrido pelos investimentos das fabricantes.
As máquinas e equipamentos também têm um papel importante na evolução das práticas agrícolas, especialmente quando utilizados com foco em eficiência e manejo adequado do solo. “No contexto da preservação do solo, especialmente, a mecanização também favorece sistemas como o plantio direto, que mantém a cobertura vegetal e ajuda a reduzir a erosão, além de melhorar a retenção de umidade. Equipamentos com menor compactação e melhor distribuição de peso também colaboram para preservar a estrutura do solo ao longo do tempo”, assinala Anderson Oliveira, gerente Comercial da Yanmar South America,
O gerente da Yanmar reforça que “a otimização das operações no campo, com menor número de passadas e maior eficiência, contribui para reduzir o consumo de recursos e tornar a produção mais equilibrada. Dessa forma, a mecanização, quando aliada a boas práticas agronômicas, pode ser uma importante aliada na conservação do solo e na sustentabilidade do agro.”
Os investimentos da John Deere em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação também são direcionados ao “desenvolvimento de suas máquinas para atender à demanda por maior capacidade operacional, ao mesmo tempo em que investe em soluções que reduzem o impacto no solo e aumentam a eficiência das operações. Nos lançamentos mais recentes e no portfólio atual de Tratos Culturais, isso se traduz em um conjunto de tecnologias voltadas à redução da compactação e à melhoria da dinâmica no campo.”, reforça a empresa.
Entre os avanços estão a redução e a melhor distribuição de peso sobre o solo sem comprometer robustez e desempenho, mesmo em operações de alta velocidade e longas jornadas. A preocupação também é a de uso de materiais mais leves e tecnológicos, como as barras de fibra de carbono que, além de serem significativamente mais leves que o aço, reduzem a massa suspensa da máquina, melhoram o equilíbrio do conjunto e aumentam a estabilidade operacional, especialmente em equipamentos com barras de até 36 metros. Essa redução de peso estrutural também facilita o controle da barra e contribui para uma operação mais precisa e eficiente.
Incorporação de tecnologia – Ponto comum entre as fabricantes é o papel exercido pela tecnologia na promoção da sustentabilidade do agronegócio brasileiro ao viabilizar uma produção mais eficiente, com menor impacto ambiental e uso racional dos recursos naturais. A incorporação da agricultura de precisão, automação, conectividade e inteligência artificial permite que o produtor aplique insumos de forma muito mais direcionada, reduzindo desperdícios, por exemplo.
Flávio Mazetto, diretor de Produto e Portfólio da CNH para América Latina, cita a aplicação de sensores e o crescente uso da Inteligência Artificial para, por exemplo, “identificar ervas daninhas em tempo real e realizar pulverização apenas nos pontos necessários, possibilitando reduções superiores a 80% no uso de defensivos agrícolas, sem comprometer a produtividade. Além disso, a evolução das máquinas de alta performance, como colheitadeiras dotadas de sistemas avançados de automação e aprendizado de máquina, ajustam parâmetros da operação em tempo real, diminuindo perdas de grãos, otimizando o consumo de combustível e melhorando a eficiência operacional.”
Exemplificando as evoluções processadas pelas marcas da CNH Industrial, Cristiano Conti, gerente de Marketing Tático na New Holland, cita as colheitadeiras, disponíveis “com todos os sistemas de debulha, com tecnologia de automação com IA para colheita de grãos, abrangendo nove culturas. Na parte de conectividade, oferecemos uma ampla gama de serviços, incluindo conexão satelital via Starlink”.
Além da conexão salatelial, Mazetto lembra que a empresa é uma das fundadoras da ConectarAgro, uma associação criada para promover soluções tecnológicas que ampliem o acesso à internet em regiões agrícolas. A iniciativa reúne empresas e instituições com o objetivo de expandir a infraestrutura de conectividade no campo, contribuindo para a inclusão digital e para o aumento da produtividade agrícola.
No caso da Massey Ferguson, entre os investimentos voltados a aumentar a produtividade e a rentabilidade ao mesmo tempo em que reduzem o impacto ambiental, utilizando menos insumos, Breno Cavalcanti, diretor de Marketing da marca da AGCO, fala de um pulverizador equipado com “tecnologias que permitem o controle individual dos bicos para evitar sobreposições e desperdícios, reduzindo o número de passadas na lavoura e, consequentemente, a compactação do solo e o gasto com insumos. A plantadeira Momentum atua gerenciando o fertilizante de forma seletiva, o que pode reduzir em até 50% o desperdício desse insumo.”
Outro exemplo citado por Cavalcanti envolve colheitadeiras axiais que “trazem um sistema de gestão de resíduos, com um espalhador hidráulico que distribui a palha de forma mais uniforme. Isso melhora a cobertura do solo, protege contra o sol e ajuda a reter a umidade para o plantio seguinte”, e agrega trator que sai de fábrica “equipado com a função de tráfego controlado, que concentra o trânsito da máquina em rastros predefinidos, reduzindo a compactação de áreas produtivas.”
No caso da Yanmar, Oliveira destaca entre os resultados dos investimentos em P,D&I, tratores de 26 a 105 cv de potência, adequados principalmente para pequenos produtores; colheitadeira de grãos, classe 2 do mercado, com design compacto que facilita a operação em áreas menores e propriedades que demandam maior agilidade e eficiência na colheita; máquinas oriundas da construção civil, como as miniescavadeiras. “Dessa forma, o portfólio reúne soluções que contribuem para aumentar a eficiência operacional no campo, atendendo desde o preparo do solo até a colheita e a manutenção da infraestrutura agrícola”, resume o gerente Comercial da Yanmar South America.
As máquinas da Valtra – como informado por Claudio Esteves, diretor comercial dessa marca da AGCO – contribuem para a sustentabilidade por meio da eficiência energética e da adoção de agricultura de precisão – que geram economia de recursos – e das tecnologias de proteção do solo.
A economia de recursos, por exemplo, é obtida com o “uso de motores e transmissões avançadas, como a transmissão continuamente variável (CVT), que otimiza a força do motor e pode reduzir o consumo de combustível em até 25% a 30%.
A economia de recursos, exemplifica o diretor comercial da Valtra, é obtida com o “uso de motores e transmissões avançadas, como a transmissão continuamente variável (CVT), que otimiza a força do motor e pode reduzir o consumo de combustível em até 25% a 30%.”
Já na agricultura de precisão, tecnologias como “piloto automático, controle de seção e sensores em tempo real evitam desperdícios na aplicação de fertilizantes e defensivos agrícolas, chegando a reduzir o desperdício a zero em manobras de cabeceira”, detalha Esteves, frisando que “para a proteção do solo, sistemas de redistribuição do peso das máquinas ajudam a mitigar a compactação da terra e favorecem a retenção de água e nutrientes necessários.”
Transição energética – O cenário global aponta para “crescente demanda por fontes de energia mais limpas e renováveis, tornando a diversificação da matriz energética uma alternativa estratégica para a redução das emissões de carbono”, reflete o diretor de Produto e Portfólio da CNH para América Latina.
Nesse sentido, as marcas em geral veem os biocombustíveis se destacando como parte essencial dessa estratégia. O diretor de Marketing da marca da Massey Fergusson, expressa o posicionamento da marca ao comentar: “Enxergamos a transição energética no campo de forma alinhada à realidade operacional e econômica do produtor, especialmente em um cenário de margens mais apertadas e pressão sobre custos como o diesel. Por isso, além de novas fontes de energia, também trabalhamos para o uso mais eficiente e consciente dos combustíveis.”
Confirmando esse foco, Mazetto cita o desenvolvimento do trator movido a biometano, “pioneiro em escala global, capaz de reduzir em até 80% as emissões de carbono, reforçando o compromisso com a inovação sustentável.” E complementa: a transição energética no campo exige “o desenvolvimento de máquinas movidas a combustíveis alternativos, como biometano, etanol e eletricidade, contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa e da dependência de combustíveis fósseis. Soluções como tratores movidos a biometano permitem que resíduos orgânicos gerados na própria fazenda sejam transformados em energia, criando um ciclo energético circular, mais limpo e autossuficiente. Protótipos elétricos e projetos com biocombustíveis reforçam esse movimento rumo a uma agricultura de baixa emissão de carbono.”
Nilson Righi, gerente de Marketing de Produto da Case IH para América Latina, confirma Mazetto ao destacar as máquinas da marca em testes de campo, em especial uma colhedora e um trator de médio porte, assim como máquinas da Case Construction Equipment que apresentam conceito inovador de pá carregadeira movida a etanol, desenvolvido a partir da plataforma 721 e adaptado para atender às necessidades específicas do setor sucroalcooleiro.
No caso específico da Massey Fergusson, os investimentos estão voltados ao desenvolvimento de tratores movidos a etanol e declara a “perspectiva de disponibilidade no Brasil em breve, especialmente para aplicações de média potência.” Ao mesmo tempo, declara ele, “investimos fortemente em eficiência energética dos motores e das transmissões, permitindo que o produtor faça mais com menos combustível. Tecnologias que otimizam a operação, entregam maior torque em baixas rotações e melhor aproveitamento da potência são fundamentais para reduzir o consumo por hectare e aumentar a rentabilidade da operação.”
Confirmando o investimento da empresa na busca de fontes de energia mais sustentáveis para os motores utilizados em nossos equipamentos, Ricardo Bambozzi Marchesan, gerente de Projetos da Marchesan, r4essalta que a empresa não fabrica motores e, por isso, “ficamos limitados aos que estão homologados no mercado, porém estamos abertos ao uso de motores movidos a biocombustíveis e sistemas híbridos de propulsão”, com o foco sempre voltado a “oferecer o que os nossos clientes nos pedirem.”
Na condição de representante da terceira geração da Família Marchesan, o gerente de projetos cita como exemplo do alinhamento da empresa às tendências de sustentabilidade no agro alguns vinculados à história da empresa: “Ela foi pioneira, com sua marca Tatu, em lançar plantadeiras de plantio direto na palha, uma tecnologia que revolucionou a agricultura tropical. Ela também está na vanguarda da gestão de resíduos orgânicos, com uma linha completa de compostadeiras, distribuidores e demais produtos que começou nas usinas de cana e agora é muito utilizada em confinamentos e as estações de tratamento de efluentes. Também não podemos deixar de falar da sua solução de pulverização seletiva, que utiliza câmeras treinadas com IA para reconhecer as ervas daninhas e aplicar herbicida apenas onde é necessário.”
Além dos avanços em eficiência a Valtra também investe em pesquisas com combustíveis alternativos como biometano, etanol, hidrogênio e eletricidade. “Já temos tratores a biometano sendo testados no Brasil e motores a etanol em operação. São tecnologias mais amigáveis do ponto de vista ambiental que poderão fazer parte da linha de produção. Além disso, os motores das novas gerações de tratores da Valtra já saem de fábrica preparados para serem adaptados ao uso de diferentes tipos de combustíveis líquidos ou gasosos”, conta Esteves.
Irrigação
Os avanços das empresas que atuam com equipamentos de irrigação encontram na AGRISHOW palco importante. Exemplo é a Lindsay que, como informa Rodrigo Bernardi, AgTech Sales Specialist da marca, “mostra a fazenda integrada, destacando o ponto forte da Lindsay em ter todas as soluções de tecnologia dentro do portfólio, com o diferencial de todas as tecnologias de automação de pivôs, poços, reservatórios, manejo de irrigação, dados climáticos e saúde da máquina integradas na plataforma FieldNET.”
A preocupação da empresa em relação ao uso eficiente da água merece pesquisas em soluções, disponíveis no mercado, que controlam e monitoram “o bombeamentos de água de rios e poços, com o intuito de facilitar a operação dessa água, bem como trazer relatórios de consumo de água, importante para controle de outorgas”, informa Bruno Kiep, gerente de Desenvolvimento de Negócios Aftermarket & AgTech Latam da Lindsay, adicionando também sistemas “que trazem eficiencia no uso e aplicação da água, através de dados climáticos de qualidade e manejo de água, assegurando ao produtor irrigar na hora e quantidade correta.”
Jonas Proença, diretor de Marketing e Desenvolvimento de Rede da Valmont Brasil, reforça o papel central da tecnologia para tornar a operação do sistema de irrigação “mais eficiente, precisa e sustentável, com melhor uso da água, da energia e dos insumos. Nesse contexto, soluções ganham relevância ao permitir monitoramento remoto, controle em tempo real e apoio à tomada de decisão, reduzindo deslocamentos, aumentando a visibilidade da operação e ajudando o produtor a irrigar com mais inteligência e segurança”, e aproveita para sinalizar gargalo importante do setor: “Para que todo esse potencial seja plenamente aproveitado, é fundamental que haja pessoas preparadas para operar, interpretar e transformar tecnologia em resultado no campo.”
De acordo com o diretor da Valmont (empresa que está comemorando 80 anos de história), a qualificação de mão de obra é uma das frentes em que a empresa vem direcionando esforços. “Para contribuir com esse avanço, a Valley vem investindo também na formação de profissionais por meio do Centro de Excelência em Irrigação da Valley, concebido em parceria com a Universidade do Agro, da Universidade de Uberaba (Uniube). A parceria firmada entre as instituições conta com uma infraestrutura robusta e altamente funcional, incluindo dois pivôs centrais Valley, equipados com os mais avançados dispositivos de tecnologia e conectividade disponíveis no mercado. O objetivo é ofertar cursos e treinamentos práticos para formar profissionais alinhados com as demandas do mercado da irrigação”, complementa Proença.











